Como eu descrevo Portugal ao mundo.

Olá rainhas,

 

Mesmo tendo passado maior parte da minha vida em Inglaterra, adoro este pequeno país. Mais ainda  na idade adulta que aprendi a apreciar muito melhor Portugal na sua totalidade. Como em todo o lado (eu viajei muito) há coisas boas e más, aspectos mais negativos e aspectos mais positivos. No entanto todos tem aquele encanto que nos faz apaixonar, que nos faz regressar.

São muitas as vezes que me perguntam, porque troquei a Inglaterra por Portugal e o que eu gosto de Portugal além do tempo.

Acho que o mundo nos dá pouco crédito, mesmo pertencendo à comunidade europeia. Em parte, por causa dos altos e baixo que o país sofreu nestes últimos anos. São poucos os que se questionam sobre os grandes  feitos de outra hora.

Estes são os aspectos positivos que eu gosto de Portugal, o que me faz sorrir e o que me fez voltar depois de 27 anos em Inglaterra.

Os portugueses passam a vida a lamentar, são obtusos, muitas vezes indiferentes ao próximo, têm medo da mudança e são comodistas. Com o passar dos anos, posso dizer que o comodismo é uma das nossas maiores, se não a maior, fraqueza, como povo. O que nos torna vulneráveis, fracos e receptáveis a influências de terceiros que neste caso, são os nossos Líderes. E uma vez a semente da dúvida colocada, o medo instala-se, somos  perfeitos para sermos moldados como eles querem.

festivais

 

Portugal é acordar de manhã e olhar o imenso céu azul a tentar adaptar os nossos olhos à claridade do sol.

É as praias imensas de águas frias e ventos fortes no final da tarde.

É a mulher ou o homem vestidos de branco, de chapéu na cabeça e de pés descalços nas areias quentes, para cima e para baixo e a gritar em voz alta, “ olá fresquinho, olha a bola de berlim e a batata frita”.

É a terra batida e caminhos de cabra onde os cães sem dono são os donos por direito.

É o eco nos prédios quando se desce ou se sobe as escadas, frescos no verão e frios no inverno.

É os táxis amarelos de luz verde ou vermelha assinalada a ”correr” pelas estradas esburacadas.

É o pára e arranca nas estradas, as calúnias e as cortesias nas nas mesmas.

É os mercados, feiras e peixarias da nossa gente, onde os feirantes gritam de bom agrado.

Portugal é, andar pelas ruas onde os cafés e pastelarias nos convidam a entrar simplesmente pelo cheiro, é a bica cheia, curta ou chávena escaldada com o copo de água e o pastel de nata.

É finais de tarde nas esplanadas com amigos, petiscos e cerveja, peixe grelhado e vinho branco.

É o leitão e o chouriço assado.

É as ruas da calçada estreitas e mercearias à antiga escondidas, onde as senhoras vendedoras vestidas de aventais floridos e de bloco e caneta na mão.

Portugal é, o vizinho a assar no quintal as sardinhas e os pimentos e de copo de vinho tinto na mão.

É Coimbra e as praxes, capelinhas no Bairro Alto, as Docas, a Ponte 25 de Abril e a Ponte Vasco da Gama, é o Rio Tejo, Serra da Estrela o Alentejo e o Algarve.

É Porto, Benfica e o Sporting.

É a largada de touros, é a cortiça, os santos populares, o Fado, folclore e a filigrana.

Portugal foi, més-reis, conto-reis, tostões, escudos e centavos.

É vivendas imensas de cores claras e bairros de prédios altos e bairros de casas degradados.

É as hortas à beira das auto-estradas, é feiras

artesanais e gastronómicas e os imensos festivais de verão.

É as serras os montes, quintais e pinhais. É pinheiros, eucaliptos e oliveiras.

É o vinho do Porto, Ginjinha, Licor Beirão a Macieira e a Amêndoa Amarga, o Mateus rosé e o Vinho verde, é o frango no churrasco e as batatas pala-pala, os salgados,  a mariscada o bitoque com o ovo a “cavalo”, o prego e a bifana no pão.

Portugal foi e é, descobridores, exploradores, escritores e poetas, foi Reis e Rainhas, conquistas e derrotas, é língua, costumes, hábitos e tradições.

Portugal é

Nossa terra

Nossa casa

Nossa pátria.

 

Como descreves Portugal?

 

Bjs