“Carapinha para sempre”

Olá rainhas.

Vi esta comédia romântica há pouco tempo na  Netflix. Gostei e recomendo,  para uma  tarde bem passada com as amigas, mas em especial, para quem quer passar ou já passou por uma ou varias transições para cabelo natural. É um filme sobre aceitação e a valorização da beleza interior da mulher negra em busca da sua essência de mulher africana.
A história faz um bom trabalho ao retratar diversos aspectos durante esse processo, e ajuda a identifica-los e consequentemente a fazer questões a ti própria.

O tema do filme não é novidade. O factor raro e diferencial aqui é o facto da personagem ser afro-americana.

O filme é dividido em capítulos e cada título corresponde a uma fase na qual se encontra a protagonista, Violet.

O filme não é (nem poderia ser) perfeito, centra-se muito na divisão entre o cabelo postiço, liso e o cabelo natural africano. O discurso do filme é real e lidamos com ele diariamente nas redes sociais, na rua e muitas vezes, se não sempre, até dentro de casa. Pressão imposta pelas mães (maioritariamente) para ter um cabelo liso e “arrumado”. O filme utiliza o discurso de amor próprio e explora de maneira bastante criativa, esta divisão entre o que é considerado na sociedade como cabelo “perfeito e imperfeito”

Assim, a textura do cabelo que não é liso aparece no filme como uma imperfeição pouco aceite (mãe, namorado, colegas de trabalho e a sociedade) mas o argumento é incorrecto: os nossos cabelos encarapinhados e ondulados não são imperfeitos.

Para mim o ponto alto e um pouco irrealista do filme, é O CORTE da protagonista Violet.

A cena do CORTE levanta algumas criticas da minha parte, porque o corte é feito quando a protagonista está embriagada e revoltada. Ainda que tenha transparecido  para a história parte da insatisfação e inquietude da personagem em relação ao seu cabelo e à sua aparência, não é assim que gostaríamos de ver retratado esse ponto tão importante na trajectória de alguém que decidiu assumir o seu cabelo natural.

Não questiono a possibilidade de cenas assim acontecerem na vida real, mas acredito que estes movimentos impulsivos devam ser excepção. Decidir assumir o cabelo natural costuma e deveria  ser um movimento consciente, para que não hajam arrependimentos, como parece acontecer com a personagem (fartei-me de rir e chorar a rir…😂)

Quanto mais consciente for essa decisão do grande corte, mais fácil é a adaptação e aceitação dos cabelos curtos, principalmente para mulheres que passaram a vida toda com comprimentos médios, longos e cheios de volume.

Vários exemplos giram em torno dos cabelos da Violet. A filha “perfeita” que está sempre arranjada, a profissional bem sucedida que tem tudo “sob controlo”, a futura esposa troféu perfeita e ideal para o homem negro bem-sucedido, a imagem de mulher negra perfeita, etc… enfim muitos adjectivos e muito cansativo.

Tudo no filme refere-se a estereótipos supérfluos que o cabelo liso proporciona à Violet. Mais tarde será em parte questionado pela própria personagem e provavelmente , também quem vê o filme acaba por se questionar igualmente como se vê a si próprio e como o mundo a vê a partir da sua própria aparência.

A mulher de hoje dá muita importância e gasta muito tempo no cabelo e na sua imagem de tal forma que não é natural (é quase como um segundo trabalho). Com isto não quero dizer que não nos devemos arranjar e mimar, claro que não. Todas sofremos pressão das nossas sociedades para andarmos perfeitas 24/24 e isso é impossível. Tentar ser perfeita 24/24 é muito desgastante, passas a vida a correr, a pensar no que os outros pensam de ti, a pensar de mais, a fazer contas ao que gastas e estás sempre em pânico, quando na realidade deveria haver um equilíbrio. Perdes tempo com coisas fúteis e banais, quando podias estar a fazer ou a criar outras mais importantes e mais enriquecedoras.

Estar no nosso melhor, deveria ser para nós e não para os outros. Deve ser algo natural, bonito, intimo, pessoal e sem esforço.

Nunca vamos conseguir controlar o que os outros pensam ou dizem sobre nós. Quantas vezes acordei e decidi sair de casa sem maquilhagem e deixarem-me ver  exactamente como sou. Em vez de ficar incomodada, fico aliviada e sinto-me livre. Não vou falar do meu cabelo, porque ele é bem curtinho, por escolha minha. O meu cabelo curto é a minha individualidade é o que me separa do resto do mundo e adoro. Eu sei que sou mais que o meu cabelo, que a minha maquilhagem ou as roupas de marca (ou não) que eu visto. Eu, como vocês somos mais do que aquilo que o mundo vê. Acho que devemos ter a confiança de sermos nós próprias, de desligar um pouco do mundo da fantasia que são as redes sociais, das capas de revista dos videos clips musicais, da pressão de tentar impressionar o rapaz/homem que gostamos ou das raparigas com quem nos damos todos os dias.

A tua atitude sobre ti mesma fala muito sobre como as pessoas te vêem!
Liberta-te das correntes que te foram impostas.

Atreve-te a ser livre e aceita-te como és.

Se ainda não viram este filme, aconselho a ver. Tem mensagens bonitas e importantes.

O título em inglês é “Napply Ever After” ou em Português, “Felicidade Por Um Fio”. O titulo em inglês faz jus ao filme, que quer dizer simplesmente, “Carapinha para sempre”

O que acharam?

Cuidados dos pés no inverno.

Olá rainhas

 

Com o inverno instalado, a maioria das mulheres nesta altura do ano, não dá tanta importância à manutenção dos pés como habitualmente no tempo quente.

O cuidado dos pés durante o inverno é tão ou mais importante que no verão. A pele da mulher negra é mais susceptível a pele seca e extremamente seca, principalmente nas extremidades do corpo.

Mesmo com o frio, muitas mulheres africanas calçam sabrinas sem meias e nota-se a pele seca e esbranquiçada. Isso é falta de hidratação.

Para garantir que tens uns pés bonitos e cuidados  no verão, tens que cuidar deles o ano inteiro. Em baixo deixo-vos com sugestões da minha rotina diária.

  1. À noite depois do banho, limpa bem entre os dedos dos pés para estes ficarem sem humidade o que vai evitar fungos que provocam mau cheiro. Usa um creme especifico para os pés e calça umas meias. Assim vai ajudar os pés a ficarem hidratados durante a noite.
  2. No duche ou banho usa uma pedra pomes para ajudar a retirar a pele morta, que vai acumulando nas solas e nos calcanhares. Se não for tratada dá origem a calos e muitas vezes calos dolorosos.
  3. Faz exactamente o mesmo processo de manhã.
  4. Mantém as unhas cortadas bem rentinhas e sem verniz, para permitir à unha respirar. Pés arranjados não é sinónimo de pintados.

Em baixo ficam os dois cremes que eu uso alternadamente. O primeiro é para pés com alguma calosidade ou demasiados secos e o segundo para usar todos os dias. Ambos têm na sua composição UREIA CONCENTRADA a 50% que ajuda a manter a pele hidratada. É enriquecido com MANTEIGA DE KARITE pela sua acção hidratante e reparadora. Contém, ainda ÁCIDO SILÍCILICO, que possui uma acção esfoliante, removendo as peles escamadas e normaliza o espessamento da pele ou calosidades. Têm uma textura rica e cremosa mas são de rápida absorção.

  1. SVR Xerial 50 extreme creme de pés
  2. SVR Xerial 30 pés secos
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Estes foram um pouco caros. 16 euros um e 9 euros o outro.  Há creme para os pés para todos os bolsos, mas acredito que em alguns casos, vale a pena o dinheiro que se gasta. Vê como um investimento, merecido para ti. Dos inúmeros cremes que experimentei ao longo dos anos, estes deixaram a pele dos meus pés maravilhosa. Os meus pés estão lisos, macios, hidratados e sem calos.

Se no teu caso tens calos, então o meu concelho é ires arranjar os pés numa pedicure qualificada, limpar e tirar tudo o que forem peles indesejadas para depois iniciares esta rotina tu mesmo. Assim não irás precisar de fazer pedicures constantemente. Se como eu não tens calos é sempre bom precaver.

No verão passado, eu escrevi um post sobre os cuidados a ter com os pés, intitulado “Pés ao léu”.  Aconselho a relerem esse post para esclarecerem duvidas.

Beijinhos❤

Sabes o verdadeiro significado de gratidão?

Olá rainhas.

Enquanto navegava pela net, “tropecei”  por acaso, neste artigo,”O significado da gratidão“, escrito pela a psicóloga e bloguer brasileira, MARCIA LUZ  e devo dizer que adorei. Está escrito de uma forma simples e coesa e parece falar directamente connosco. Sobre a gratidão também escreveu, “101 motivos para agradecer”. Já li os dois duas vezes.

Eu só há pouco tempo, é que realmente comecei a escrever um pouco todos os dias, sobre a gratidão. A sensação de escrever sobre se se está grata pelo o teu dia, pela tua vida, pelas coisas boas e menos boas, é uma sensação maravilhosa e libertadora. Estar grata também pelas coisas menos boas, ajuda-nos a preparar para o futuro, a estar mais alerta. Dá-nos vontade de melhorar e ajuda-nos a pensar mais positivo e encarar o futuro de maneira diferente. As pesquisas mostram que as pessoas que praticam diariamente a gratidão são mais optimistas, satisfeitas com a vida e tem mais vitalidade.

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Se olharmos com atenção ao mundo à nossa volta, sabemos que temos muito para agradecer, sem necessitarmos de nos comparar com o próximo.

Para vos fazer compreender, eu neste momento estou grata pelo o silêncio envolvente enquanto escrevo este post para o meu blog e para as minhas leitoras, enquanto saboreio uma caneca de café quente. Estou grata pelo dia maravilhoso cheio de Sol que está lá fora e que irá me permitir fazer uma longa caminhada com a minha cadelinha. Estou grata por ter acordado com inspiração e motivação para fazer melhor. Isto foi só para terem uma ideia. A minha lista é longa e todos os dias muda alguma coisa.

Para começares, só precisas de uma caneta, um caderno, sinceridade e por fim um cantinho sossegado no final do dia. A gratidão transforma-te e eu estou grata por isso.

Digam-me minhas rainhas, o que estão vocês gratas por ter?

Obrigada minhas rainhas

Beijinhos❤

Porquê que as mulheres africanas usam tissagem se não cuidam dela?

 

Olá rainhas.

Antes de mais peço desculpa pela frontalidade do post, mas não peço desculpa por dizer a verdade.

Cabelo na comunidade negra é um tópico complicado e volátil. Historicamente, cabelos lisos e encaracolados ou ondulados são vistos como mais socialmente aceitáveis em relação ao cabelo crespo, isto porque é visto como mais próximo do cabelos dos brancos. A verdade tem as suas raízes na escravatura. Durante a escravatura, pessoas negras de pele mais clara e cabelo encaracolado eram mais propensas a serem escravas domésticas, enquanto pessoas negras de pele mais escura e cabelo crespo (carapinha) faziam os trabalhos mais pesados nos campos. Na África estilos excêntricos de cabelo entre as tribos eram uma fonte de orgulho mas os senhores de escravos faziam-os sentir envergonhados com a aparência deles, e nem se referiam ao cabelo deles como cabelo e sim como lã. Esta era uma maneira de fazerem sentir os escravos como seres inferiores.

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No entanto, a resposta a esta pergunta não é tão simples como “por causa do padrão europeu de beleza”. Quero dizer, sim, parte da razão pela qual as mulheres negras usam tissagem (nota que eu não disse “cabelo falso” – se tu comprares, é teu) é porque cabelo preto natural é visto como inadequado, desarrumado, selvagem, indisciplinado e socialmente inaceitável. Mas acho que é apenas parte da história. Embora tissagens, postiços, etc, sejam convenientes,  porque é que as mulheres negras querem os seus cabelos mais longos e lisos?

Em parte porque a nossa sociedade diz que o cabelo comprido e liso é lindo. Somos constantemente bombardeadas com publicidade e vídeos musicais com mulheres negras a favorecerem mais os postiços em vez de valorizar o próprio cabelo.  … mas também em parte porque elas cresceram a admirar e a desejar quando o que deveriam ter aprendido com os pais era amar e aceitar o cabelo que tem.  E eu continuo a não conseguir perceber este fascínio.

No entanto  não acho que as mulheres negras  querem “parecer brancas”, mesmo as mulheres negras que usam permanentes. As mulheres negras fazem essas coisas porque, como disse uma amiga minha, o nosso cabelo consome muito tempo. Eu discordo com as suas estimativas de tempo. Tempo é relativo. A quantidade de tempo gasto com cabelo natural pode variar de acordo com a pessoa, o tipo de cabelo e o estilo de cabelo. Tranças são simplesmente convenientes, assim como desfrisar o cabelo.

Nós todas temos um tipo de cabelo que desafia a gravidade. Para mim é uma maneira bonita de dizer que a natureza nos fez a todas rainhas porque todas temos uma coroa😉

Eu nunca fui muito a favor de usar postiços mas no entanto houve uma fase nos meus vinte e poucos anos em que usei tranças postiças. Na verdade eu desgosto de postiços, tissagem, perucas o que quiserem chamar. Mas o que realmente me deixa indignada é as mulheres africanas deixarem a mesma tissagem durante 2, 3 e 4 meses seguidos,(e ás vezes mais tempo) e muitas delas só lavarem o cabelo 1 vez por mês e nem se lembram que têm um cabelo por de trás da tissagem que necessita de atenção! A sério não façam isso, é doloroso ver isso todos os dias, não há uma que acerta. Nada!

O que me revolta nesta situação toda é que a maioria não quer cuidar por ser chato e inconveniente de o fazer, (o cabelo natural) mas estão dispostas a gastar dinheiro para por cabelo postiço que não cuidam ou não sabem cuidar. Basta sair de casa para olhar com descrença as cabeças. Não é bonito e as pessoas comentam isso, eu comento isso. Nota-se.

 

Se vais usar tissagem tens que a cuidar. Ponto final. Se não consegues dar a atenção ou gastar o dinheiro que é preciso gastar então fica pelo o teu cabelo natural e aprende a cuidar do teu. A Internet está cheia de informação de como cuidar do cabelo. Do nosso cabelo.

 

Um cabelo mal tratado dá sempre origem a comentários negativos desnecessários, já somos criticadas e mal vistas por tanta coisa. Porquê então permitir que o continuem a fazer.  Fico ‘revoltada’ com a aplicação de algumas tissagens que vejo e a maneira como são tratadas. Não sou nenhuma expert na matéria mas conheço alguns métodos de aplicação de tissagem: cola, costura (sew-in), elástico (fio-a-fio) e ganchos (clip-in). Penso que o método mais comum de aplicação aqui em Portugal em mulheres africanas é por costura. Pelo menos é os que eu mais vejo em pessoas conhecidas. Para mim por postiços  é como estar na prisão. Tu estás enjaulada. O teu cabelo governa-te.

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É muito triste escrever isto mas é raríssimo ver uma cabeleira africana com tissagem cuidada. Nem todas podem manter viagens para o salão e largar 200€ e 300€ cada 4 a 5 semanas, mas o problema é que muitas primas vão por na mesma essas tissagens de  fantasia sabendo muito bem elas que não podem substituí-los dentro do período de tempo que é necessário. O resultado? A infeliz prima sentada à tua frente no metro ou autocarro com a cabeça cheia de cabelo emaranhado que mais parece um ninho seco e um leve cheiro de mofo. Ande está o vosso brio?

É verdade que cuidar de cabelo natural requer tempo e muita paciência mas no final vale muito mais a pena e é muito mais motivo de orgulho. O cabelo das mulheres africanas varia muito, vai do mais crespo (mais conhecido como carapinha) aos canudos largos, cacheados e soltos. Todos tem o seu método para cuidar. Aceita-o e cuida do teu cabelo. O nosso cabelo é a nossa coroa. Se está com um bad hair day, eis a tua oportunidade de usar panos africanos na cabeça.

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Educação é necessária no cuidado do cabelo africano. Há uma percepção de que o cabelo natural é cabelo desleixado. Um pouco de educação precisa ser feito aqui. Eu sei que o cabelo natural pode parecer arrumado também. Basta quereres.

 Regras de ouro antes de colocares tissagem

Segue à risca as regras de ouro antes de colocares tissagens.

1. Considera o teu estilo de vida. Se trabalhas numa cozinha onde suas o dia todo e possivelmente usas uma touca, se recebes um ordenado baixo já sabes de antemão que não vais poder manter um bom aspecto o teu novo cabelo. É preferível não usares. As mulheres que entram nos videoclips têm dinheiro para manter esse estilo de vida. Tu tens?

2. Compra a correspondência de cores correta. Estar fora da cor, até mesmo por uma sombra, é logo um indicador de que estás usar cabelo postiço. A maneira mais precisa é combinar a cor com as pontas dos teus cabelos, não as raízes, e usar a cor que é mais predominante no teu cabelo natural.

3. Ostenta a qualidadeExtensões sintéticas são as mais acessíveis, sim, mas enrolam-se facilmente e são muito brilhantes, o que faz com que pareçam naturalmente anti-naturais. O cabelo não-virgem significa que foi processado – ou tingido ou tratado para mudar sua textura e também não é o ideal, já que está mais danificado. Procura extensões de qualidade que sejam o mais próximos do teu cabelo verdadeiro, dentro da mesma textura, o que não vais encontrar com as opções mais baratas. O objectivo é que não pareça estares a usar cabelo postiço. Não é verdade? Quando sais à rua, ninguém deveria ser capaz de dizer que estás a usar tissagem.

4. Faz o trabalho de manutenção. Assim como o teu cabelo natural, as tissagens ou extensões,  precisam de uma lavagem regular e de constante retoque ou tratamento.

5. Saber quando é altura de as tirar. Quando as pessoas dizem que as extensões danificam o cabelo, isso é porque  realmente o danifica, especialmente se não for feito por um profissional ou porque elas não foram removidas profissionalmente.  Tens que as manter dentro dos prazos.  Não podes usar extensões que foram feitas para seis semanas e usá-las por três meses a fio sem retocar. Outra maneira de evitar danos no couro cabeludo e fragilizar o cabelo é ter certeza de que elas não são muito pesadas porque podem levar à quebra do teu cabelo e à Alopeceia por tracção .

Tens que ter cuidado com isso, porque se o postiço pesar demais no teu cabelo, eventualmente o teu cabelo vai cair. Tissagem nunca deve cair, e não devem causar dor também. Não deves sentir que tens na cabeça mas se o sentires, volta para o salão para ter certeza de que eles estão no lugar certo. 

Se vais optar por experimentar uma tissagem ou queres continuar a usar, então certifica-te de que estás preparada para lidar com os custos e a manutenção associados . Só uses tissagem se conseguires dizer a ti própria “Eu sinto-me confiante com ou sem tissagem!”. Não uses tissagem porque tens vergonha do teu cabelo ou não te apetece lidar com o teu cabelo. As mulheres não se devem sentir feias quando estão sem tissagem, isso não deve acontecer! Se acontecer é porque não estás a tratar devidamente do teu cabelo! 

É importante que permaneças com a tissagem no máximo 1 mês. Extensões, postiços, tissagem de cabelo, podem ser super fabulosas… mas tens que fazer a tua parte! Se não o fizeres, as ruas vão notar, querida. As ruas vão notar😒

NOTA: Tissagem  feita pela amiga da zona não quer dizer que seja profissional, mesmo que ela já tenha feito 1000 vezes. Nós todas temos a tendência de ser demasiado tolerantes  e confiarmos demais  nosso cabelo às pessoas que conhecemos. Amigos amigos, negócios à parte. Independentemente da tua escolha, cuida melhor do cabelo, que como as mãos, também é um cartão de visita.

Beijinhos rainhas❤

.

 

 

 

Sou mais além da minha cor

 

Olá Rainhas !

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Gosto de pensar que para o mundo, a definição de mulher Africana, seja mais do que a sua cor. Da minha herança africana, recebi os meu cabelos , as linhas do meu corpo, os meus lábios carnudos, a cor dos meus olhos e a tonalidade da minha pele. Aprendi valores com gerações antigas, humildade e a partilha. Da minha herança africana aprendi a dar voz à minha luta e dar vida ás línguas antigas. Da minha herança africana, aprendi a ser forte, independente e destemida.

A cor da minha pele é mais do o que um reflexo meu no espelho.  A minha pele é a metáfora que define como sou vista e como me vejo a mim própria.

Vivo numa sociedade que ainda me reduz a um ideal da mulher negra, socialmente aceite, em que o negro é bonito, mas mais claro é mais bonito e mais “gostável”.

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As pedras mais bonitas são as de cores escuras. Onix, Opal e Obsidiana. A sua beleza é incomparável.

Eu, sou mais do que os estereótipos criados por aqueles que não compreendem a minha cultura ou não fazem parte dela e que com isso falham em nos compreender.

Escreve-se mais sobre África e africanos que qualquer outra raça no mundo. No entanto somos os menos compreendidos. Os Europeus não somente colonizaram África e maior parte do mundo, como  também colonorizaram a informação sobre os africanos.

A cor da minha pele tem historia, mas cada tonalidade tem a sua historia.  A cor da minha pele pode ser a minha vulnerabilidade mas também é a minha defesa e a minha celebração.

 

Sou muito mais para além da minha cor.

Somos mais para além da nossa cor.

 

Beijos rainhas!