Porquê que sou vegan.💚

“…era impossível ficar indiferente ao que realmente era a realidade. Eu escolhi não virar a cara.”

Olá minhas rainhas

Como estão a passar os vossos dias? Espero da melhor maneira.💚

És vegan porquê? Como consegues, como sobrevives, como vais sobreviver e não sentes falta de carne? São algumas das perguntas que me fazem constantemente.

Ser vegan é mais do que uma alimentação á base de plantas. Ser vegan para mim, é ter consciência e mostrar compaixão.

Ainda sou bastante “verde” neste mundo vegano, por isso não posso defender por tudo o que o veganismo representa, mas posso partilhar parte da minha experiência pessoal.  Eu decidi ser vegan por aquilo que eu considero serem razões válidas e nobres. Abomino qualquer  tipo de exploração e crueldade contra os animais e sou contra ao consumismo egoísta, inconsciente, exagerado e desnecessário que tanto afecta o nosso meio ambiente.

Não questiono as escolhas alheias e falo apenas da minha experiência e da minha escolha. 

Para muitas pessoas o veganismo é uma alternativa alimentar muito restrita, extrema, exagerada e insatisfatória. Mas posso vos dizer que está longe disso. É apenas para muitos um mundo desconhecido, pouco entendido e mal interpretado, é um mundo à parte cheio de cores, sabores e vida, pronto a ser descoberto  e partilhado.  A alimentação à base de plantas, frutos secos, frutas e cereais  foi para mim uma das decisões mais acertadas e lógicas que fiz. Depois de pesquisas online e de ver documentários horas a fio, ler artigos publicados e livros sobre a industria alimentar e o seu impacto no planeta e na nossa saúde, era impossível ficar indiferente ao que realmente era a realidade. Deparada com a realidade assustou-me e vi que era impossível virar a cara.

No fim, depois de saber o que fiquei a saber, não podia voltar a trás. Questionei-me várias vezes, que tipo de pessoa seria, se volta-se a ser quem eu era antes de saber. Nunca mais olhei para a comida da mesma maneira.

Foi uma mudança necessária para um mundo que até então, me era desconhecido.  Foi desafiante e difícil ao princípio, mas não tanto como eu pensei que iria ser. Mas eu adoro. Aprendi consideravelmente sobre a exploração animal, a industria alimentar e têxtil e o impacto das mesmas no meio ambiente. Aprendi sobre a sustentabilidade, reciclagem e sobre desperdício zero. Adoro porque tive de reeducar o meu paladar, reaprender a cozinhar com matérias primas diferentes e vivas. Tive de pesquisar e ler mais sobre frutas, legumes, sazonalidade, os nutrientes, as vitaminas, os minerais, os carboidratos, sobre proteínas vegetais, frutos secos e até sobre comida fermentada. Tive que reaprender a comprar comida e de ler os rótulos dos ingredientes. O meu relacionamento com a comida mudou completamente.

Orgulho-me de fazer parte de um movimento que luta contra a exploração e maus tratos de animais e que luta para um mundo mais verde, mais sustentável e mais saudável.

Para mim ser vegan é ajudar a curar o planeta e os que nele habitam.

#euficoemcasa

Mantém-se saudáveis

Beijinhos rainhas💚💚

A versatilidade do tomate.

Olá rainhas,

Como estão a passar os vossos dias em casa?

Espero que seja da melhor forma e também a mais saudável.

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Tomates são saborosos (principalmente em época) são versáteis e de grande valor nutricional benéfico para a nossa saúde.

O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólicocálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente, catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do cancro da próstata e no fortalecimento do sistema imunitário.

Existe uma grande  variedade de tomates por este mundo fora. Podem ser consumidos frescos, secos ou em lata e de várias maneiras, durante todo o ano. Faço muitas vezes Gaspacho de tomate, a famosa sopa fria de origem espanhola que é perfeita para os dias quentes de verão. Se gostas de comer sopas como eu, então é perfeito.

Podes fazer sumos, saladas, molhos, tartes e doces. Enfim, uma variedade de pratos doces e salgados graças à sua versatilidade.

Sempre que possível comam tomate.

Em baixo ficam alguns exemplos (fotos antigas) que eu costumo fazer em casa e espero que desperte em ti o bichinho de tentar coisas novas além da salada comum.

Mantém-se saudáveis e fiquem em casa.

#euficoemcasa

Beijinhos❤

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Salada de tomate colorida
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Tarte de tomate e cebola
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Ingredientes para o Gaspacho
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Gaspacho de tomate caseiro.

A coroa não é suposta mexer na cabeça das rainhas.

Despir a minha cabeça do seu natural marcador de género e gerador de inseguranças, foi a minha forma de expressão mais sincera que dei a mim própria e ao mundo.

Olá minhas rainhas

Quando era pequena achava engraçado que não precisava de preocupar-me com cabelo fora do sítio. Adorava que ele conseguia desafiar a própria gravidade. A minha querida mãe dizia, que as coroas não eram supostas mexer nas cabeças de rainhas. A minha “juba” era a minha coroa.

Com criatividade e imaginação fértil que dava para dar e vender, via apenas possibilidades “infinitas” de criar penteados maravilhosos que eram verdadeiras obras de arte. Infelizmente comentários desnecessários sobre a minha “juba” marcaram ocasionalmente presença indesejada. Comentários carregados com falsas ideologias de fazer detestar o próprio cabelo.

“Coitado” do meu cabelo que o seu único “crime” era ser diferente. Assim com o passar do tempo, apercebi-me que se dá demasiada atenção ao cabelo em geral. Não estou a dizer que devemos desleixar com o cabelo, apenas que devíamos stressar menos com o que o mundo pensa do nosso cabelo e sim com o que nos faz feliz. Sem pressões alheias.

Sim o meu “cotão” era rebelde, tocava na cara das pessoas sempre que as cumprimentava, tinha caracóis de tamanhos, cores e espessuras diferentes, era “desarrumado” com bons e muitos maus dias. O tema de conversa era quase sempre sobre o cabelo ou começava com alguma coisa sobre o dito cabelo. Não gostava quando o tocavam por receio de algum fio pudesse sair do lugar. Era cansativo todo o trabalho e enervante toda a preocupação que dava.  Das cinco razões que me levaram à grande decisão de o cortar, a praticabilidade foi uma delas.

A nossa relação com o cabelo tem um papel activo na nossa relação com o amor próprio. É verdade que o cabelo da mulher africana é mais desafiante de se manter tratado mas é possível.

É importante deixar de parte a relação tóxica que todas temos em algum momento das nossas vidas, com o cabelo e começarmos sim a termos um relacionamento mais saudável com a herança dos nossos antepassados. Alegra-me ver africanas com cabeleira natural, curta ou complemente rapada, como em muitas tribos africanas. Uma bonita e clara mensagem.

Ter cabelo rapado não me define como mulher nem me torna menos feminina. Cortá-lo e por vezes rapá-lo foi uma decisão de coragem, estética e política.

Cortar o meu cabelo foi uma forma de mostrar a minha liberdade de expressão, fez parte do meu auto-conhecimento e foi assim com tranquilidade e a aceitação do diferente que encontrei parte do meu estilo pessoal.

Despir a minha cabeça do seu natural marcador de género e gerador de inseguranças, foi a minha forma de expressão mais sincera que dei a mim própria e ao mundo.

Sei que não preciso de fios de lã lisos e esvoaçantes para mostrar a minha feminilidade, para ser sexy, bonita ou ter estilo. Eu me sinto sexy sem os meus outra ora, lindos cabelos encaracolados ou qualquer tipo de cabelo sintético na minha cabeça.

O meu cabelo (neste caso a falta dele) não me define como mulher. Eu decidi na minha própria imagem e não homens, outras opiniões, a sociedade, o aceitável ou o politicamente correto. Decidi que não queria cabelos a atrapalharem o meu rosto.

A verdade é que nunca fui muito apegada ao cabelo.

Com ou sem coroa, continuo a ser uma rainha africana.

Beijinhos Rainhas

Baobás milenares africanos estão morrendo e assustando pesquisadores — VIVIMETALIUN

Árvore fundamental para a filosofia africana, a morte de baobás está gerando preocupação dos pesquisadores. De acordo com alerta publicado pela AFP nesta semana, registros apontam que este processo se arrasta há pelo menos 10 anos. Para os pesquisadores as ‘mortes sem precedentes’ desta espécie tão representativa é resultado da mudança climática, isso porque as regiões […]

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Beleza incomparável do cabelo crespo de meninas negras ganha retratos de época — VIVIMETALIUN

Ser negra e ser mulher é um desafio duplo. Além de raramente se verem retratadas na mídia (ou talvez justamente por causa disso), estas mulheres acabam enfrentando com frequência problemas de autoestima – no Blogueiras Negras tem um texto maravilhoso da Luara Vieira sobre o assunto. Para bater de frente com essa realidade e empoderar […]

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A arte fundamental do artista nigeriano autodidata que usa a pirografia para criar suas obras — VIVIMETALIUN

Criatividade exige muito suor e pesquisa, porém existem pessoas que já nascem com predisposição e sensibilidade responsáveis por criar uma arte forte e cheia de significado, como o nigeriano Alex Peter. Natural de Lagos, o artista descobriu e começou a desenvolver sua veia artística ainda na infância, quando pintava retratos. Hoje, através da pirografia – […]

via A arte fundamental do artista nigeriano autodidata que usa a pirografia para criar suas obras — VIVIMETALIUN

“Carapinha para sempre”

Olá rainhas.

Vi esta comédia romântica há pouco tempo na  Netflix. Gostei e recomendo,  para uma  tarde bem passada com as amigas, mas em especial, para quem quer passar ou já passou por uma ou varias transições para cabelo natural. É um filme sobre aceitação e a valorização da beleza interior da mulher negra em busca da sua essência de mulher africana.
A história faz um bom trabalho ao retratar diversos aspectos durante esse processo, e ajuda a identifica-los e consequentemente a fazer questões a ti própria.

O tema do filme não é novidade. O factor raro e diferencial aqui é o facto da personagem ser afro-americana.

O filme é dividido em capítulos e cada título corresponde a uma fase na qual se encontra a protagonista, Violet.

O filme não é (nem poderia ser) perfeito, centra-se muito na divisão entre o cabelo postiço, liso e o cabelo natural africano. O discurso do filme é real e lidamos com ele diariamente nas redes sociais, na rua e muitas vezes, se não sempre, até dentro de casa. Pressão imposta pelas mães (maioritariamente) para ter um cabelo liso e “arrumado”. O filme utiliza o discurso de amor próprio e explora de maneira bastante criativa, esta divisão entre o que é considerado na sociedade como cabelo “perfeito e imperfeito”

Assim, a textura do cabelo que não é liso aparece no filme como uma imperfeição pouco aceite (mãe, namorado, colegas de trabalho e a sociedade) mas o argumento é incorrecto: os nossos cabelos encarapinhados e ondulados não são imperfeitos.

Para mim o ponto alto e um pouco irrealista do filme, é O CORTE da protagonista Violet.

A cena do CORTE levanta algumas criticas da minha parte, porque o corte é feito quando a protagonista está embriagada e revoltada. Ainda que tenha transparecido  para a história parte da insatisfação e inquietude da personagem em relação ao seu cabelo e à sua aparência, não é assim que gostaríamos de ver retratado esse ponto tão importante na trajectória de alguém que decidiu assumir o seu cabelo natural.

Não questiono a possibilidade de cenas assim acontecerem na vida real, mas acredito que estes movimentos impulsivos devam ser excepção. Decidir assumir o cabelo natural costuma e deveria  ser um movimento consciente, para que não hajam arrependimentos, como parece acontecer com a personagem (fartei-me de rir e chorar a rir…😂)

Quanto mais consciente for essa decisão do grande corte, mais fácil é a adaptação e aceitação dos cabelos curtos, principalmente para mulheres que passaram a vida toda com comprimentos médios, longos e cheios de volume.

Vários exemplos giram em torno dos cabelos da Violet. A filha “perfeita” que está sempre arranjada, a profissional bem sucedida que tem tudo “sob controlo”, a futura esposa troféu perfeita e ideal para o homem negro bem-sucedido, a imagem de mulher negra perfeita, etc… enfim muitos adjectivos e muito cansativo.

Tudo no filme refere-se a estereótipos supérfluos que o cabelo liso proporciona à Violet. Mais tarde será em parte questionado pela própria personagem e provavelmente , também quem vê o filme acaba por se questionar igualmente como se vê a si próprio e como o mundo a vê a partir da sua própria aparência.

A mulher de hoje dá muita importância e gasta muito tempo no cabelo e na sua imagem de tal forma que não é natural (é quase como um segundo trabalho). Com isto não quero dizer que não nos devemos arranjar e mimar, claro que não. Todas sofremos pressão das nossas sociedades para andarmos perfeitas 24/24 e isso é impossível. Tentar ser perfeita 24/24 é muito desgastante, passas a vida a correr, a pensar no que os outros pensam de ti, a pensar de mais, a fazer contas ao que gastas e estás sempre em pânico, quando na realidade deveria haver um equilíbrio. Perdes tempo com coisas fúteis e banais, quando podias estar a fazer ou a criar outras mais importantes e mais enriquecedoras.

Estar no nosso melhor, deveria ser para nós e não para os outros. Deve ser algo natural, bonito, intimo, pessoal e sem esforço.

Nunca vamos conseguir controlar o que os outros pensam ou dizem sobre nós. Quantas vezes acordei e decidi sair de casa sem maquilhagem e deixarem-me ver  exactamente como sou. Em vez de ficar incomodada, fico aliviada e sinto-me livre. Não vou falar do meu cabelo, porque ele é bem curtinho, por escolha minha. O meu cabelo curto é a minha individualidade é o que me separa do resto do mundo e adoro. Eu sei que sou mais que o meu cabelo, que a minha maquilhagem ou as roupas de marca (ou não) que eu visto. Eu, como vocês somos mais do que aquilo que o mundo vê. Acho que devemos ter a confiança de sermos nós próprias, de desligar um pouco do mundo da fantasia que são as redes sociais, das capas de revista dos videos clips musicais, da pressão de tentar impressionar o rapaz/homem que gostamos ou das raparigas com quem nos damos todos os dias.

A tua atitude sobre ti mesma fala muito sobre como as pessoas te vêem!
Liberta-te das correntes que te foram impostas.

Atreve-te a ser livre e aceita-te como és.

Se ainda não viram este filme, aconselho a ver. Tem mensagens bonitas e importantes.

O título em inglês é “Napply Ever After” ou em Português, “Felicidade Por Um Fio”. O titulo em inglês faz jus ao filme, que quer dizer simplesmente, “Carapinha para sempre”

O que acharam?